EUA, Canadá e México vão sediar a Copa do Mundo de 2026

Com 134 votos, a candidatura dos EUA, México e Canadá venceu com 67%.

A candidatura conjunta dos Estados Unidos, México e Canadá foi escolhida nesta quarta-feira (13) pela Fifa para sediar a Copa do Mundo de 2026.

A escolha da sede da 23ª edição da Copa do Mundo foi anunciada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, no 68º Congresso da entidade, em Moscou, na Rússia. Ao todo, 203 associações de futebol participaram da votação, exceto a federação de Gana, que foi dissolvida por um escândalo de corrupção.

A disputa para sediar o Mundial de 2026 estava entre Marrocos e a candidatura tripla das nações da América do Norte, que teve o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ganhou força para bater os africanos.

Muitos já davam como certo que Canadá, Estados Unidos e México iriam sediar a competição. A Fifa avaliou muito bem a candidatura tripla, dando nota 402,8 (de 500). Enquanto Marrocos, que tentou pela 5ª vez receber a Copa do Mundo, teve apenas 274,9.

De acordo com o projeto, o primeiro Mundial com 48 seleções teria 16 cidades sedes e 23 estádios. Todos eles já estão em funcionamento e precisarão passar apenas por algumas reformas ou modernizações para receberem a competição.

A promessa da candidatura para a Fifa é gerar uma receita de US$ 14 bilhões, e US$ 11 bilhões de lucro para a entidade que rege o futebol no mundo.

Marrocos, por sua vez, iria realizar a competição em 12 cidades sedes com 14 estádios, sendo que seis deles precisariam ser construídos do zero.

O México receberá a Copa do Mundo pela terceira vez na história, após 1970 e 1986, já os Estados Unidos irão sediar o torneio pela segunda vez, depois de 1994. O Canadá terá a primeira oportunidade de ter um Mundial em seu território.

A Copa do Mundo de 2026 deve ter 48 países, passando a 80 jogos, 16 a mais que o formato atual, com 32 seleções. A competição formaria 16 grupos com três equipes, sendo que as duas primeiras avançarão de fase para os mata-matas.

Brasil vira motivo de chacota em Moscou após ‘traição’ da CBF

A CBF quebrou o acordo que a Conmebol fez com os seus dez membros para votarem na candidatura conjunta de Canadá, Estados Unidos e México (United 2026) para a Copa do Mundo e acabou optando por votar em Marrocos, que saiu derrotado em eleição nesta quarta-feira (13) em Moscou.

A Colômbia, assim como o Brasil, não cumpriu o combinado e votou na candidatura marroquina. O apoio unânime da Conmebol havia sido anunciado após a reunião do conselho da entidade na última segunda-feira (11) em um hotel da capital russa.

Isso inclusive havia sido colocado no Twitter da entidade.

A escolha do Brasil acabou não fazendo diferença, uma vez que a United 2026 teve 134 votos contra apenas 65 dos africanos.

Isso, entretanto, poderá levar a uma crise de relacionamento dentro da entidade presidida pelo argentino Alejandro Domínguez.

“Não fui eu que votei. Dei para um de nossos delegados votar. Mas eu votaria mesmo no Marrocos. Ainda não teve Copa do Mundo lá, era uma chance para eles”, disse o presidente da CBF Coronel Nunes.

“Por que não escolher o Marrocos e dar para Estados Unidos onde já teve uma Copa e para o México que vai para a terceira?”, disse o mandatário.

O presidente então foi questionado se não valeria ter feito um esforço na Conmebol para que mais países votassem por Marrocos.

“Não tem como influenciar lá não”, disse Nunes, de acordo com a Folhapress.

Já segundo o Globoesporte.com, a explicação do presidente da CBF não convenceu, pois ele tinha se comprometido publicamente em votar nos EUA. A mudança foi um desastre diplomático e o Brasil acabou virando motivo de piada entre os cartolas que estão em Moscou.

Fonte: ANSA

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